Mostrando postagens com marcador Urbano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Urbano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Por trás do parabrisa

Há aproximadamente três anos – e no período de um ano, entrei em uma rotina diária no trajeto Pampulha-Savassi-Pampulha. Saía de casa por volta das 6:00 e voltava no final da tarde. Apesar do horário, o trânsito era quase sempre carregado fazendo com que a viagem fosse longa e chata.
Certo dia lembrei que o celular possuia câmera, que naqueles horários a luz era interessante e comecei, para passar o tempo nos engarrafamentos e sinais vermelhos, a série Por trás do Parabrisa.
Abaixo, uma amostra daquilo que foi produzido:
 










 





terça-feira, 8 de abril de 2014

Menu de viagem: Viena, Áustria

Existe um aspecto nas viagens que me fascinam: descobrir detalhes peculiares e pequenos tesouros nos lugares que visitamos. Muito além das marcos turísticos e fotos de cartão-postal, existe uma infinidade de sensações, sons, cheiros e gostos a experimentar. Eu gosto de me esgueirar por ruelas, ver prédios famosos pela parte de trás, ir a feiras, supermercados, ver as pessoas andando em praças... E, em meio a essa gama de possibilidades, uma das minhas atividades favoritas é descobrir lugares interessantes para comer. Não me atraem muito os lugares cinco estrelas apontados pelos guias de viagem, cheios de turistas, caros e nem sempre tão bons assim. Eu gosto de observar onde as pessoas locais estão indo, puxar papo com taxistas para pegar dicas ou com uma senhora sentada ao seu lado no ônibus. Com um pouco de tempo e conversa, as pessoas em geral se abrem, passando a te ver como uma visita na casa deles. Outro método é sair caminhando a esmo, observando os restaurantes, as pessoas que estão lá e vendo se estão à vontade e se parecem felizes.

Bom, pode não dar nada certo e ser uma grande furada, mas, algumas vezes, pode ser deliciosamente surpreendente. Você pode aprender coisas que nunca seria capaz se não ousar sair do programa estabelecido pelo pacote turístico. E, além do prazer em descobrir e comer bem, também gosto de chegar de volta em casa e tentar preparar novamente o que experimentei. De forma bem intuitiva, adaptada, sem receita. Somente baseado nas lembranças de sabores, cores e texturas, tentar recriar o momento em casa.

E é sobre esse meu prazer que gostaria de falar nesse blog. Vou contar para vocês sobre os lugares que experimentei (os bens sucedidos, pelo menos) e as receitas que fiz em casa, tentando reproduzir o que descobri. A ideia é inspirá-los a também sentir o que senti na ocasião e dar alguma dica de sabores diferentes e restaurantes que valem a pena ser conhecidos, se vocês estiverem passando por essas cidades.

E na estreia, um prato de massa bem simples que experimentei em Viena - Áustria...

Dentre as que conheço, talvez Viena seja a cidade que mais gosto. Talvez seja porque gosto muito de história, sinto uma conexão especial com ela. Andar naquelas ruazinhas do centro é mágico... é realmente possível sentir o passado presente.

Eu não gosto da comida típica da Áustria, muita fritura, vinagre, salsicha. Wiener schnitzel, um bife de vitela ou porco à milanesa, é muito bom, mas pesado demais para comer sempre. Naquela noite, eu estava à procura de algo mais leve e gostoso. Nesses casos, minha escolha quase sempre são as massas. Permite uma variedade quase infinita de combinações de ingredientes e adoro achar ideias novas.

Então, lá fui eu caminhar pelas ruas sinuosas nos arredores da Karntner Strasse, à procura de um lugar interessante. E me chamou a atenção um restaurante italiano bem característico na Ballgasse, chamado Zimolo. O restaurante é bem charmoso, gostei bastante do ambiente, pessoal simpático. Escolhi um tortelline com recheio de queijo na manteiga com salvia fresca e ricota defumada. Nunca tinha comido salvia assim, em tanta evidência. Sempre era como um tempero distante em meio a muitos outros sabores. Mas me surpreendi com seu sabor refrescante.

Para fazer em casa, é bem fácil. Comprei um raviolli fresco com recheio de cogumelos, achei que iria combinar bem com a manteiga e a salvia. É preciso tomar cuidado ao cozinhar para não passar do ponto, já que a massa fresca cozinha mais rápido do que a seca. Derreta uma quantidade suficiente de manteiga (usei manteiga com sal) para a quantidade de massa que estiver preparando. Quando a massa estiver pronta, tempere a manteiga com salvia fresca finamente cortada e um pouco de pimenta do reino. Misture o molho na massa, com delicadeza para não soltar o recheio, monte os pratos e salpique com ricota defumada ralada no ralo grosso. Uma delícia!

http://apeousobrerodas.blogspot.com.br/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em terras “uruguajas”

MAX_6998a_tn
Teatro Solís
Montevideo sempre me chamou a atenção pela escassez de comentários. Normalmente, lugares não badalados são bem originais e alheios às breguices globalizadas - claro, como tudo na vida, existem exceções em ambos os casos. Não me decepcionei. A capital uruguaia ressaltou em mim três aspectos: a simpatia sincera dos uruguaios, a originalidade nas coisas e a comida/ bebida.
Para mim, a melhor maneira de conhecer os lugares é caminhando e, nesse quesito, Montevideo é perfeita. Como tem uma topografia favorável é possível caminhar durante horas tranquilamente. Aliás, o melhor que se tem a fazer por lá é caminhar pelo centro antigo e pelos bairros adjacentes. A orla do Rio de La Plata, chamada de Rambla, é também um ótimo lugar para ser curtido à pé, são quilômetros de calçadão bem cuidado. No caso de chuva, algo bem comum no inverno, o transporte público é uma opção melhor até que o taxi. Desde o primeiro dia em que chegamos na cidade nos sentimos à vontade para caminhar e usar o ônibus. Nas poucas vezes que usamos o taxi as experiências não foram muito agradáveis. Não fomos insultados nem nada, acho que foi mais uma sensação de desconforto que não sei explicar.
MAX_7053a_tn
MAX_7076a_tn
MAX_7317a_tn
Cenas do Barrio Sur
Ficamos hospedados no simpático Barrio Sur, a uns 2km da Ciudad Vieja. Inicialmente de ônibus e em um dia chuvoso, fomos aos poucos nos familiarizando com o local. Em poucos minutos estávamos na Av. 18 de Julio, a principal do centro. Depois disso foi percorrer o centro caminhando sob uma chuva que, de tão insistente e fria, chegava a ser irritante. Para não perder tempo, aproveitamos o tempo chuvoso para procurar uma locadora de carros para uma viagem que faríamos ao interior e olhar outras coisas menos importantes. Resolvida essa questão seguimos ziguezagueando pelo centro até a parte mais antiga, que começa próximo à Plaza Independencia. Como o tempo não estava melhorando, resolvemos comprar guarda-chuvas, pois usar jaqueta impermeável e capuz por muito tempo é bem desconfortável. Em uma das primeiras vielas que entramos encontramos uma lojinha bem especial que não fotografei. No dia a chuva não permitia, mas mesmo passando depois pelo local, optei por não registrar para que ficasse apenas na memória e na curiosidade de quem não a conhece. A Casa del Paraguas, Peatonal Bacacay 1322, é uma viagem à 1940, quando a loja foi fundada. Tudo original e bem conservado desde a fachada até os móveis europeus e cartazes de propaganda. A loja pertence à família da senhora que nos atendeu, uma especialista no assunto. Nos deu todas as instruções relativas de como se portar com chuva forte, rajadas de vento nas esquinas e praças etc. No final das contas não saímos de lá com o melhor guarda-chuvas, segundo ela os alemães, mas contentes de saber que o mundo não é feito apenas de “xópis”.
MAX_6117a_tn
MAX_6981a_tn           MAX_7025a_tn
Centro de Montevideo
Um pouco mais protegidos e prontos para enfrentar os ventos laterais, seguimos debaixo de chuva até o Mercado del Puerto, construído em 1868. Acredito ter sido esse o único momento de desapontamento da visita. Por falta de informação da nossa parte, fomos pensando que se tratava de um mercado em funcionamento com tudo que se tem direito. Na verdade é um ponto turístico com lojinhas e um amontoado de restaurantes, ao meu ver, do tipo pega turista – não é atoa que é o local é o ‘top 1’ dos sites de viagem... O prédio está mal cuidado e a maneira como os restaurantes foram colocados dentro dele acabou de matá-lo. Tudo muito amontoado e excessivo ao ponto de esconder as características do prédio. Mal se vê o centenário relógio que, assim como a estrutura do prédio, veio da Inglaterra. Uma pena. Mais tarde, ficamos sabendo por uma amiga uruguaia que os montevideanos também frequentam o local. Mas, enfim, foi essa a impressão que o local me passou. A região próxima ao mercado está passando por uma requalificação urbana. Alguns prédios comerciais antigos estão sendo convertidos em apartamentos e existem algumas galerias de arte e lojas com peças decorativas com desenho de boa qualidade. Acredito que no verão deve ser um local bem badalado.
Como não nos simpatizamos com os restaurantes do mercado, continuamos nossa caminhada na Ciudad Vieja e ali perto encontramos um restaurante modesto onde acreditamos termos feito nossa melhor refeição no período em que lá estivemos. Es Mercat, calle Colón 1550. Almoçamos lá em duas ocasiões. O restaurante é pequeno e pelo que notamos é frequentado principalmente pelas pessoas que trabalham na região, onde pudemos notar vários escritórios de despachantes ligados ao porto que fica a uns dois quarteirões dali. No primeiro dia que almoçamos haviam duas pessoas trabalhando: o cozinheiro e o garçom. Além deles, havia apenas um par de clientes. Um momento interessante nesse dia foi ver um senhor entrar com uma caixa de madeira nas mãos e depois poder constatar que se tratava de um engraxate atendendo um dos dois clientes que tomava um café após o almoço. O gesto foi tão natural que acredito ser parte do cotidiano local. Mais uma vez me veio a sensação da cidade ser um museu vivo. Na segunda vez em que fomos ao Es Mercat, um domingo, o ambiente era o mesmo. Um pouco mais movimentado, mas dava para constatar que os clientes eram habitués. Nesse dia, apenas o então cozinheiro – mais para chef, trabalhava. Além do seu serviço, fazia o trabalho de garçom e caixa. Tudo sem perder o bom humor e mantendo um atendimento de dar inveja em muito lugar repleto de atendentes. O melhor disso tudo é o preço: cem Reais  para 3 adultos, por uma ótima comida – prato a la carte, sobremesa individual e vinho, inclusa a gorjeta.
MAX_7019a_tn
MAX_6992a_tn
Centro de Montevideo
MAX_7332a_tn
Rambla
Se o Mercado del Puerto decepcionou pelo fato de não ser um mercado de fato, o mesmo não se pode dizer da feira de rua Tristan Navaja, praticamente um mercado a céu aberto. Essa feira acontece aos domingos e se estende por vários quarteirões onde é possível encontrar, se não de tudo, muita coisa. Os mais próximos a mim sabem que não sou chegado em lugares com muita gente. Dessa vez me muni de coragem e paciência e resolvi enfrentar a muvuca. Acho que foi pela curiosidade de ver o desdobramento desse espaço que, por mais que andássemos, parecia não ter fim. Um ponto de referência para encontrar a feira é a rua Dr. Tristan Najava esquina com avenida 18 de Julio. Os quarteirões mais próximos à 18 de Julio são mais voltados ao comércio de hortifrúti e alimentos. Pouco a pouco a miscelânea vai tomando conta e no miolo surgem alguns setores mais especializados em artigos como livros e revistas, móveis, tecidos, roupas, ferramentas e antiguidades em geral – de tampinha de garrafa a peça de avião. Difícil elencar. Como em todo lugar, há porcarias e os itens de boa qualidade tem seu preço. Mas, procurando, é difícil sair de lá sem algo que lhe agrade e que não custe uma fortuna. Consegui comprar por R$15,00 uma câmera fotográfica da década de 80 com um sistema em que o filme é colocado em uma espécie de disco-cartucho. A câmera é uma Kodak disc 8000 e o nome do sistema é disc film. Pra mim foi novidade. Da hora em que comprei até o momento de escrever esse parágrafo, pensei que fosse uma câmera digital com gravação em mini cd. Mas a surpresa de ser filme tornou a aquisição ainda mais interessante.
MAX_7104a_tn
MAX_7259a_tn
MAX_7123a_tn   MAX_7140a_tn
Feira Tristan Navaja
Quando vamos em novos lugares procuramos conhecer o lado interiorano também, saber como são as coisas fora das cidades ou pontos principais. Nessa ocasião fizemos isso de duas formas: alugando um carro e de ônibus. Na primeira empreitada alugamos um carro por dois dias. Nossa intenção era visitar algumas vinícolas, colônias produtoras de queijo e procurar algum lugar interessante. No primeiro dia fomos rumo às vinícolas. Na verdade, fomos em apenas uma. Procurávamos algo fora do roteiro “ônibus carregados de turistas” e fomos sem destino certo por algumas estradas que nos haviam falado. Quando vimos uma placa indicativa de vinhedos para uma direção supostamente pouco atrativa, seguimos na direção e chegamos na bodega Casa Filgueira. Entramos na fazenda e fomos recepcionados por um dupla de cachorros gigantes, porém mansos, e um senhor bem simpático que imagino ser o administrador. Sua esposa nos mostrou com muito zelo toda a parte de produção e local onde armazenam os melhores vinhos e tal. A período de colheita é no verão, então a vinícola estava praticamente vazia. Apenas duas pessoas trabalhando no engarrafamento e outra na manutenção dos equipamentos. Compramos algumas garrafas de Tannat e, papo vai papo vem, descobrimos que os atuais proprietários da vinícola são brasileiros de Belo Horizonte que compraram a propriedade há um ano. Saindo da Casa Filgueira passamos em uma revenda da bodega Castillho Viejo e fomos em direção aos queijos. À título de informação, no Uruguai a tolerância para dirigir e beber é zero… nessa, quem vai de van e ônibus leva vantagem. Por outro lado, não tem o contato mais próximo com as pessoas da forma que tivemos, então, no final das contas, o sacrifício é válido.
Depois de rodar bastante por estradas vicinais chegamos em Nueva Helvecia, Colonia Suiza e Colonia Valdense. Por incrível que pareça não encontramos nenhum lugar específico para fazer degustação de queijos, como nas vinícolas. Por outro lado, perguntando um e outro, chegamos em uma venda local de queijos. A moça muito simpática nos ofereceu algumas fatias para experimentar e no final compramos um pedaço de um tipo parmesão, muito bom. Seguindo em frente, já voltando para Montevideo, em um golpe de vista vimos uma placa de uma residência dizendo: “quesos e fiambres”… fizemos meia volta e fomos lá. Essas situações inesperadas são sempre boas. Nessa pequena venda, na verdade um cômodo da casa, nos deparamos com outros tantos queijos e embutidos. A senhora fez questão que experimentássemos outros queijos e salames, além de um suco de laranja produzidos por eles. No final das contas compramos uma coppa, tipo de salame italiano mais curado. Não trouxemos mais com receio de confiscarem na alfândega. Nesse dia rodados aproximadamente 450 km pelo interior.
MAX_6116a_tn
Videira de Tannat o.O
De volta à Montevideo, seguimos no dia seguinte para o “lugar interessante”. A dica foi dada por um rapaz do posto de informação turística quando o indagamos sobre um lugar que não era turístico mas que ele, não como profissional de turismo, achava interessante. Para nossa surpresa ouvimos o nome Minas, uma cidadezinha em meio aos poucos morros que o Uruguai possui e que fica a aproximadamente 130 km ao nordeste de Montevideo. Nesse dia, debaixo de chuva forte, seguimos para Minas. Pra ser honesto, por causa da chuva, vimos pouca coisa. A cidade é bem cuidada e rodeada por morros. Em termos de paisagem parece ser muito bonita. Quem deu esse nome ao lugar deve ter vindo pelas bandas de cá. Rodamos um pouco por lá e depois de comprar alguns alfajores, hechos en Minas, seguimos para, acreditem, a badalada Punta del Este… A pequena estrada que vai de Minas à Punta del Este deve ser linda, pelo menos a moça com quem conversamos garantiu… pela topografia do terreno e o sobe e desce, deve ser muito bonita mesmo. Com chuva e neblina não foi possível constatar muita coisa, mas o pouco que vimos realmente deixou o desejo de voltar em um período sem chuva. Para nossa graça, Punta del Este – me recuso a escrever apenas Punta como seus bossais frequentadores, parecia uma cidade fantasma. Não fosse mal frequentado, seria um lugar e tanto para ser visitado no verão. O que se vê por ali é um amontoado de apartamentos e condomínios à beira mar. Especulação imobiliária na veia. Rodamos uma meia hora pela orla e, sob chuva, retornamos à Montevideo já no final da tarde. Já dirigi em vários países e posso dizer que essa foi a minha experiência mais tranquila em trânsito, seja na cidade que na estrada. Em Montevideo cheguei a rodar no horário de pico pela manhã e pela tarde, com e sem chuva. Ninguém buzina, não tem motoboy, as pessoas dão preferência e respeitam seta. Fiquei surpreso.
MAX_6964_tn      MAX_7311a_tn
Centro Montevideo - Av. 18 Julio
Uma cidadezinha bem interessante para visitar é Colonia del Sacramento, que fica aproximadamente a 180 km ao noroeste de Montevideo. A pequena cidade histórica, declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, foi disputada por anos entre portugueses e espanhóis. As vielas do bairro histórico possuem um traçado que acompanha a topografia local e destoa do traçado ortogonal da parte mais nova da cidade, cuja influência espanhola é dominante. Fruto das diferenças entre os colonizadores, o conjunto arquitetônico abriga exemplares provenientes das duas culturas e forma uma paisagem urbana rica em detalhes e surpresas. Assim como em outros locais que visitamos, os veículos e motocicletas antigas são elementos fundidos na paisagem e, no meu entendimento, deveriam ser igualmente tombados. Ainda existem residências no Barrio Histórico, mas a maioria das edificações foram convertidas em lojas, restaurantes, bares e pousadas. Como fomos de ônibus, escolhemos uma pousada no caminho entre a rodoviária e o Barrio Histórico. Dado o tamanho dessa parte da cidade, esse meio termo significa 10 minutos de caminhada em cada direção. Ao lado da rodoviária fica a estação de transporte pluvial de passageiros. Existe uma rota frequênte entre Colonia e Buenos Aires. Para quem estiver na Argentina, Colonia acaba sendo uma boa opção de passeio por esse meio.
MAX_6823a_tn
Típica viela do Barrio Histórico
MAX_6379a_tn
MAX_6334a_tn  MAX_6149a_tn
MAX_6893a_tn
Barrio Histórico - Colonia del Sacramento
Uma dica para quem tem carteira de moto é alugar uma “lambretinha” para ir em lugares mais distantes do centro como a Plaza de Toros. Esse antigo local para touradas está desativado. Segundo nos informou um senhor, após sua inauguração em 1910, o complexo funcionou como espaço para touradas por apenas 2 anos, pois o governo do Uruguai proibiu as touradas ou, nas palavras do senhor: matar os animais por maldade. A construção está desabando e é proibido entrar no local. Fomos informados que há intenção de recuperá-lo para o desenvolvimento de outras atividades. Seria interessante mesmo, pois é praticamente um estádio para 10 mil pessoas.
 MAX_6793a_tn
Plaza de Toros – Colonia del Sacramento
Restaurante e bares em Colonia são muitos. No dia em que chegamos almoçamos em um que fica bem próximo ao antigo portão da muralha que circunda parte do centro histórico. Pequeno, decoração aconchegante, comida muito boa, vinho, jazz etc., é o La Florida. É mantido por um simpático casal de argentinos e só abre para almoço. Segundos eles, estão velhos demais para trabalhar a noite e gostam de curtir a vida também. Estão certíssimos. A noite não tivemos a mesma sorte, não vou dizer que foi ruim, mas ficamos mal acostumados com tanta comida boa que o nível de exigência ficou um pouco mais elevado. Isso não quer dizer que estávamos frequentando restaurantes caros, mas que o nível dos restaurantes médios é muito bom.
MAX_6704a_tn
Plaza Mayor com o farol de 1857 ao fundo
MAX_6349a_tn      MAX_6553a_tn
MAX_6637a_tn
Colonia del Sacramento – aspectos gerais
A parte histórica de Colonia é bem pequena, com pouco tempo é possível visitá-la e curtir um pouco. Dormimos apenas uma noite, mas acho que duas teria sido melhor. Com um pouco mais de tempo a gente sempre consegue encontrar cantos interessantes como a taberna com degustação de queijos, cujo sugestivo nome é: Buen Suspiro, descoberta poucas horas antes de irmos embora e logo depois de termos almoçado... O lado bom é que virou um pretexto para retornar, então ficará para próxima.
MAX_6426a_tn
MAX_6447a_tn
MAX_6812a_tn
Buen Suspiro – Colonia del Sacramento

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cidade Luz ou Cidade Diversidade?

IMG_4435_GF
Confesso que não fiquei muito entusiasmado com a proposta de ir para Paris. Pela abstinência de fazer uma longa caminhada ou subir um morrinho que seja, minha cabeça estava mais voltada para conhecer as montanhas rochosas de Alberta e British Columbia. Nunca pensei que sentiria tanta falta desses acidentes geográficos, inexistentes nessa parte do Canadá. Como a última palavra em uma casa é sempre do marido: “sim senhora”, fomos para terra do Obelix e companhia.
IMG_4452_GFPara mim, as imagens mais marcantes de Paris foram as chaminés (bairro Charenton-le-Pont)
Nossos consultores para assuntos parisienses foram os amigos de Niterói - RJ, Maria e Miguel. A dica principal foi a de caminhar, caminhar e caminhar, se possível perder pelas ruas da cidade. Comer baguete, queijos e aproveitar os vinhos. Seguimos à risca os conselhos e fomos, entre um museu ou monumento, nos encantando com cada detalhe do seu cotidiano. Só para constar, nossa dieta principal durante a semana foi baguete, brie, camerbert, presunto cru, um ou outro queijo que não conheciámos (mas que eram igualmente bons) e bastante vinho. Assim como eu, meu trio químico: colesterol-glicose-triglicerídeo, deve estar feliz!
IMG_4801_GFVilla Savoye (1928)
Um monumento menos turístico, pelo menos para grande maioria das pessoas, que foi incorporado à nossa lista desde o início, foi a Villa Savoye. A casa fica em Poissy, uma cidadezinha distante uns 30 km de Paris, onde é possível chegar de trem. O local é bem agradável e tranquilo, principalmente pela ausência do turismo em massa, algo que cansa muito em Paris. Vale a pena caminhar da estação até a casa, uma bela ladeira. Não leva mais que meia hora andando bem devagar e prestando atenção nas construções mais antigas, como a Notre Dame de Poissy, que está sendo restaurada no momento. A caminhada serve também para se envolver no sítio onde a villa foi construida e refletir sobre seu significado naquela época, em especial naquele pacato lugar. Ouvi muito sobre a importância da Villa Savoye no escritório do Marcel, em Porto Alegre, onde, por uns 3 anos, trabalhei e fiz minha “pré-faculdade” de arquitetura antes de ir para a escola formal.
IMG_4693_GF Paisagem típica de Poissy
Essa residência de 1928 é fruto das pesquisas do arquiteto Le Corbusier sobre os princípios fundamentais do Movimento Moderno e representa um dos primeiros edifícios da arquiteura moderna. Trata-se da única construção do século XX que faz parte dos Monumentos Nacionais da França. É uma sensação muito boa poder experimentar, com calma e tranquilidade, o espaço de algo que estudamos e ficamos imaginando como seria. Acredito que esse contato seja a coisa mais importante para um arquiteto ao visitar uma edificação ou uma cidade. Fomos no meio da manhã e foi ótimo, além de nós, havia apenas uma equipe italiana fazendo um documentário. Quando estávamos saindo chegou um bando de estudantes, que em meia hora engoliu o que levamos entre duas horas ou mais para digerir. Mais informações sobre a Villa Savoye podem ser encontrados aqui, pois não aprofundarei no assunto.
IMG_5008_GF Centro Pompidou visto a partir da catedral de Notre Dame
As andanças pelo mundo moderno de Paris nos levaram à Fundação Henri Cartier-Bresson. Essa visita foi um pouco decepcionante porque esperava ver mais detalhes sobre o trabalho desse grande fotógrafo. A amostra sobre seu trabalho era pequena, umas 10 fotografias e a primeira Leica por ele usada. Havia alguns desenhos, mas não estavam acessíveis aos meros visitantes. Até o dia 5 de julho estará exposto na galeria da fundação o trabalho Small Trades, do fotógrafo Irving Penn. Apesar disso, valeu a ida. A volta mais ainda, pois a caminhada pelo bairro Montparnasse e a passagem obrigatória (da lista da Maria e Miguel) pela rua Mouffetard e suas lojas de queijo, frutas, vinho e tantas outras coisas boas foram incorporadas à essa visita e, no final, todos sairam felizes. A vontade de comprar alguns queijos foi grande, além da originalidade e do perfume contagiante da rue Mouffetard, o preço é ótimo. Pena que a certeza de que essas preciosidades seriam confiscados na alfândega canadense nos venceu. Trouxemos apenas algumas garrafas de vinho.
IMG_5539_GFRua Mouffetard: senhor tocando um realejo e crianças dançando
IMG_5546_GF Rua Mouffetard: peixaria
Seguindo o “Guia MM de Paris”, fomos jantar com a Letícia no restaurante Chez Gladines – 30, rue des Cinq Diamants, próximo da Place d’Italie. A especialidade é comida basca. Bom, Barato e outro B, citado pelo Miguel, que não me lembro. O restaurante é bem pequeno e não fica em área turistica. A dica “mor” é chegar antes das 19:30, se passar 1 minuto o local lota e a fila de espera é grande. Como o pessoal não tem pressa para sair e eles não enxotam os clientes pra fora, vale a pena chegar mais cedo. Não lembro com detalhe os pratos, mas comemos pato, cordeiro e uma salada com foie gras frito. Os pratos são muito bem servidos, joga por terra a lenda de que prato francês vem com pouca comida.
IMG_5215_GF Chez Gladinez e a fila de espera
IMG_5475_GF Um pouco mais de chaminés (bairro Montmartre)
Outro mito derrubado, pelo menos na nossa curta experiência, foi o da antipatia dos parisienses. Não sabemos nada do idioma francês e não tivemos o menor problema com as pessoas. Mesmo os que não sabiam inglês foram prestativos e nos ajudaram naquilo que precisávamos. No final das contas conseguimos nos comunicar sem problema. A frustração maior foi a de não saber francês e poder interagir mais com as pessoas, principalmente nos mercados e comércio local, como a padaria e o bar que ficavam próximos ao nosso hotel.
IMG_5097_GF Esquina ao lado do Centro Pompidou
Título é o que não falta para Paris, outro que lhe caberia bem é o de “cidade diversidade”. Citei os cheiros da rua Mouffetard, mas há também o perfume das lojas de especiarias. A diversidade é algo provocante, seja pelas pessoas que pelo lugares. O jovem e o velho participam do mesmo mundo e assim escrevem a história da cidade em linhas que se cruzam a todo tempo. Chama muita atenção o convívio entre construções contemporâneas e as que, tempos atrás, eram vanguarda. Não fosse os mestres de outrora inovarem com as catedrais góticas, não teriamos hoje a Notre Dame de Paris como ela é. Provavelmente seria uma catedral românica, bizantina, um templo grego, ou seja lá o que fosse. O que dizer então das elegantes entradas art nouveau das estações de metrô.
IMG_5320_GFVista posterior da catedral de Notre Dame
IMG_5144_GF Vista a partir do Centro Pompidou
Assim existe espaço para Centro Pompidou, o Parque de la Villette, a Pirâmide do Louvre, o Instituto do Mundo Árabe e tantos outros edifícios de maior ou menor escala que fazem parte da paisagem e marcam o seu tempo naquele território apertado. Tem espaço também para as caixas de vidro que ficam de longe, como devem ficar, na La Defense. Ainda assim gozam de vista privilegiada e se mantém conectadas visualmente à sede da capital. Exceção ao Grande Arco, a La Defense é um mundinho a parte com sua arquitetura pasteurizada. Tudo muito limpo, visual globalizado e vitrificado, digno do insosso mundo corporativo, de certa forma repetitivo nas grandes cidades.
IMG_5376_GFAo fundo, La Defense vista do Arco do Triunfo
IMG_5291_GF Olhos biônicos da fachada do Instituto do Mundo Árabe
IMG_5742_GF Loja de especiarias e artigos diversos no bairro Le Marais
De volta aos cheiros e sabores, pode-se dizer que caminhar pelas ruas dos bairros Le Marais, Montmartre, Batignolles ou Bellevile é ter a certeza de que a cada esquina ou quateirão haverá uma surpresa. Sair do miolo da La Cité e encontrar os parisienses em seu cotidiano é algo único. Tudo aquilo que se estuda em planejamento urbano está ali, na sua cara. Prova viva de que comércio local funciona, as pessoas são mais alegres, dominam a rua e andam com a baguete debaixo do braço… por que não? Essas áreas fora do burburinho turístico e do corre-corre do centrão são ótimas para um passeio desavisado e relaxante. Como nosso tempo era relativamente curto, não deu para sentar em um dos tantos jardins instalados em vielas para pedestres, usadas para “cortar caminho” de uma rua para outra. Esse tipo de lugar combina bem com o ócio. Acredito que em uma próxima visita exploraremos mais esse tipo de prazer que é oferecido em vários lugares. Nada de museus ou exposições, apenas caminhar e morgar de olhos abertos. Alguns desses bairros tradicionais, como o Le Marais, saem completamente dessa visão bucólica. Talvez ali seja o que tem de melhor em termos de diversidade. É um sem-número de cafés, bistrôs, padarias, boates, brechós, livrarias, atêlies diversos, pequenos comércios, lambretas e gente de todo tipo. Impossível ficar com os olhos parados, muita coisa para absorver.
IMG_5445_GF Rua no bairro Le Marais
IMG_5055_GF Rua do bairro Quartier Latin
IMG_5692_GF Encontro de gerações no Parque de La Villette
Sempre que vamos a alguma cidade vem à tona o papo de que Belo Horizonte é carente de parque. Isso porque é gritante a quantidade de parque que a maioria das cidades tem e como as pessoas os usam. Com toda nossa carência, quando temos algum perto de casa, no nosso caso o Parque Ecológico da Pampulha, ele só é aberto ao público de sexta a domingo, o resto da semana fica trancado… De volta ao que interessa no momento. Em matéria de parques, vou dar destaque ao Parque de la Villette pelo seu caráter contemporâneo. Ele é o maior parque da cidade e tem incorporado edifícios voltados à ciência (Museu Cidade das Ciências e da Indústria) e à música (Cidade da Música). A Cité de la Musique é um complexo que abriga um anfiteatro, uma sala de concertos, o Museu da Música e outras atividades ligadas ao tema. Se não me engano, é também a casa da Filarmônica de Paris. A Cité des Science e de l’Industrie é outro atrativo do parque e é considerado um dos maiores museus de ciências da Europa. Com o tempo curto, não deu para visitá-los em detalhes, apenas passamos pelos edifícios como parte do passeio pelo parque.
IMG_5638_GFParque La Villette: passarelas e canal. Em vermelho, ao longo do canal, algumas folies
A área aberta do la Villette tem seu caminhos bem marcados por enormes marquises e passarelas que conduzem facilmente os visitantes em praticamente toda extensão do parque. Sua forma e possibilidades de variação no percurso instigam os caminhantes a seguirem em frente e descobrirem seus cantos e se envolverem em um ambiente cheio de surpresas, como uma parreira de uvas. Outro componente de referência no parque são os enormes marcos vermelhos, as folies, que abrigam serviços como lanchonetes e bilheterias, servem de escada de acesso à passarelas, terraços de observação e marcação de entrada dos edifícios. Nossa visita foi em um dia cinzento e um pouco frio, mas ainda assim foi possível ver bastante gente de toda idade usufruindo daquilo que lhes é de direito.
IMG_4482_GF Pirâmide do Louvre: embora seja bela, é um forninho de assar turista
Bom, sempre perguntam sobre o Museu do Louvre e a Torre Eiffel. Fizemos questão de visitá-los e não posso negar que tenha valido a pena, que nesse caso são as filas e o grande número de turistas. Como também estavamos lá aumentando a fila para os outros e atrapalhando suas fotografias, acaba sendo justo e não dá para reclamar muito. No Louvre chega a ser irritante a quantidade de gente. Impossível, pelo menos para mim, ater-se em alguma obra. Museu D’Orsay idem, embora não seja tão sufocante como o Louvre. O edifício que hoje abriga o Orsay foi uma estação ferroviária e a reforma realizada é o resultado de um primoroso projeto de arquitetura. No caso do Louvre, além das obras, o que mais me chamou atenção foi o sistema de circulação de pessoas e a impecável sinalização. Impossível ficar perdido. Em contra partida, o Museu de Artes Decorativas, sei lá quantas vezes menor que Louvre, é o caos em termos de fluxo. O museu do Centro Pompidou foi o que deu para aproveitar mais, talvez por ser menos badalado turisticamente. Ele fica ao lado do bairro Marais, ou no próprio bairro, e é um ótimo lugar para passar a tarde antes de ir para esse bairro efervescente. Dizem que Paris é cheia o ano todo. Fico pensando se o inverno não seria a melhor época para visitar com mais calma os museus mais badalados.
IMG_4490_GF Eis o interior do Louvre - peguei pesado, pois a sala da Mona Lisa é mais visitada
IMG_5366_GF Haja escada para tanta torre!
Subir a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e as torres da Notre Dame de Paris é um passeio interessante para visualizar a cidade de cima. A vista de cima do Arco do Triunfo, apesar de ser o mais baixo, foi a que mais gostamos. Provavelmente por ser um ponto de convergência de grande avenidas e também por não ter tanta grade e tela de proteção em volta da gente, assim a sensação de liberdade é maior. O mais interessante da Torre Eiffel foi vê-la do Trocadéro ao pôr do sol. O grande terraço com vista para torre é uma miscelânea de turistas, ambulantes e locais. Percebi que é um ponto de encontro da turma de dança de rua. Mais uma vez o jovem e o velho juntos, pois no meio da galera havia um velhinho rodopiando e fazendo seus passos ao som do que, na minha ignorância musical, parecia ser um hip-hop em francês.
IMG_4685_GFAssistindo hip-hope ao pôr do sol
Bati na tecla do caminhar, mas pedalar pode ser uma ótima experiência. Como a Stelinha não é adepta dos pedais, não deu para experimentar. O sistema público de bicicletas, Vélib, é bem interessante. Em todo canto da cidade, dizem que a cada 300 metros, existe estacionamentos onde se pode “pegar” uma bicicleta (velo). Existem três modalidades de uso: diário, semanal e anual. Anual sim, porque é política pública de transporte e não um serviço turístico, embora o turista possa usá-lo. O sistema consiste na assinatura de uma das modalidades de uso e dá direito a um número ilimitado de viagens dentro da vingência da assinatura. O serviço é bem barato, para o uso diário custa 1 Euro, semanal 5 Euros e anual 29 Euros. Os primeiros 30 minutos de cada viagem é livre de taxa, acima desse tempo é cobrado uma taxa progressiva para cada 1/2 hora. As taxas acima dos 30 minutos são de 1 Euro para os primeiros 30 minutos, 2 Euros para a segunda meia hora e a partir da terceira meia hora são cobrados 4 Euros a cada 30 minutos. A idéia é garantir a rotatividade de usuários. Se pensar que em 1/2 hora dá para ir longe, não há necessidade ficar muito tempo com a bicicleta. Então, o negócio é ir trocando de bicicleta ao longo do dia respeitando o tempo de uso inicial.
IMG_5082_GF Estacionamento do sistema Vélib
IMG_4969_GF Detalhe do interior da Notre Dame
Para quem não pedala e caminha pouco, o sistema de transporte público é excelente. O melhor que já usei e que tenho notícia. A malha de metrô, trem, ônibus e bonde cobre toda cidade e sua redondeza. Nós usamos praticamente o metrô, pois preferiamos caminhar ao invés de usar o ônibus e os bondes. O trem foi necessário para ir a Poissy, aeroporto e Versalles, onde batemos com o nariz na porta por causa de uma greve surpresa dos funcionários públicos. Paris é dividida radialmente por zonas, 6 no total, e o preço dos bilhetes de transporte variam de acordo com o número de zonas que se pretende percorrer. Em função do aeroporto e de lugares mais longe que iriamos visitar, um bilhete semanal com cobertura de 5 zonas foi o ideal para o nosso caso. Optamos pelo sistema usado pelos parisienses, Passe Navigo, mas que pode ser usado por visitantes apenas na modalidade de uma semana. Sua validade é de segunda a domingo. No nosso caso foi perfeito, pois chegamos no sábado e fomos embora no domingo seguinte, assim conseguimos usá-lo na totalidade. O mais usado por turistas é o Paris Visite, que tem opções de menos dias, mas que atende somente as zonas de 1 a 3. É uma questão de fazer as contas e ver qual sistema é mais interessante.
IMG_5344_GF Mesmo com o glamour, não deixa de ser cidade grande
Para os museus e monumentos compramos o Paris Museum Pass para 4 dias. Esse bilhete dá direito a visitar um total de aproximadamente 60 locais. É também uma questão de fazer as contas e ver se o que tem na lista é o que interessa, e ver quanto sairia pra comprar os bilhetes individuais. Esse passe dos museus e o Paris Visite é vendido nos postos oficiais de informação turística: Office du Tourisme de Paris. O Navigo compramos na estação de trem do aeroporto assim que chegamos. Para ele é necessário uma foto 3x4, pois é uma carteirinha.
IMG_4916_GF Cobertura art nouveau da entrada de uma estação de metrô
Provavelmente não cobri tudo o que fizemos, como caminhar pela beira do rio Sena, mas dá para ter uma idéia do significado do nosso passeio e o que ele representou. Após o contágio, consideramos essa ida como um momento exploratório e necessário. A quantidade de nuances e lugares que precisam de mais tempo para serem aproveitados nos fazem facilmente reféns dessa cidade que, cedo ou tarde, voltaremos para visitar.
IMG_5494_GF Calmaria entre os bairros Montmartre e Batignolles
IMG_5472_GF Moinho no bairro Montmartre
IMG_4441_GF E para finalizar: mais chaminés :) (bairro Charenton-le-Pont)